Desenvolvimento de Soluções para Pintura de Perfis

“Desenvolver produtos consiste em um conjunto de atividades por meio das quais busca-se chegar às especificações de projeto de um produto e de seu processo de produção, para que a manufatura seja capaz de produzi-lo. Também envolve as atividades de acompanhamento do produto após o lançamento para, assim, serem realizadas as eventuais mudanças necessárias nessas especificações, planejada a descontinuidade do produto no mercado e incorporadas no processo de desenvolvimento, as lições aprendidas ao longo da vida do produto.

O atual ambiente competitivo vivido pelas organizações impõe ao processo de desenvolvimento de produtos a necessidade de estar apto, em habilidades e competências, para atuar com dinamismo e flexibilidade em um grau até então não experimentado pelas empresas. O lançamento eficaz de novos produtos e a melhoria da qualidade daqueles existentes faz parte do escopo do processo de desenvolvimento de produto (PDP).”

O livro “Gestão de Desenvolvimento de Produtos – Uma referência para a melhoria do processo”, de Rozenfeld – 2010 nos traz uma densa e detalhada análise sobre as funções e desafios no processo de desenvolvimento de produtos nas organizações do século XXI. No âmbito do desenvolvimento de novos produtos, as atividades do PDP influenciam e são influenciadas pelo trabalho de praticamente todas as pessoas da empresa.

Processo de desenvolvimento de produtos por Rozenfeld (2006)

 

“Argumenta-se que as escolhas de alternativas ocorridas no início do ciclo de desenvolvimento são responsáveis por cerca de 85% do custo do produto final. Em outras palavras, depois da definição dos materiais, tecnologia, processos de fabricação e principais soluções construtivas; resta ao time de desenvolvimento: determinar as tolerâncias das peças; construir e testar o protótipo; definir os fornecedores; o arranjo de parceiros. E essas definições, quando comparadas com as anteriores, exercem menor influência no custo final do produto.

Então, o segredo de um bom desenvolvimento de produtos é, assim, garantir que as incertezas sejam minimizadas por meio da qualidade das informações, e que, a cada momento de decisão, exista um controle constante dos requisitos a serem atendidos e a vigilância das possíveis mudanças de mercado.”

Neste sentido, a Erzinger, enquanto desenvolvedora de novos produtos e tecnologias ao mercado de pintura, tem no cerne do desenvolvimento de seus produtos a atenção total às necessidades dos seus clientes, com observância às leis e normas Brasileiras em sua maior abrangência possível. Por isso, alguns desenvolvimentos realizados podem em seu decorrer parecerem de certa forma demorados, uma vez que testes, definições de materiais, processos de fabricação e tecnologias são exaustivamente discutidos e experimentados pelo nosso time de desenvolvimento.

Integrantes do grupo de organizações que desenvolvem seus produtos totalmente customizados à aplicação, a Erzinger entende que um projeto de sucesso inicia-se por informações de entrada que reflitam ao máximo as necessidades e expectativas de seus clientes. Com este intuito coloca a disposição do mercado uma equipe técnica comercial preparada e treinada para análise das informações de seus clientes a fim de transmitir aos demais integrantes do processo de desenvolvimento os anseios e esperanças dos clientes quanto ao valor entregue pelo equipamento bem como benefícios esperados de sua aplicação.

O case da Linha de Pintura de Perfis na Vertical é o exemplo final para o PDP na Erzinger. Fruto da experiência de mais de 35 anos na fabricação e equipamentos para pintura e de um processo de desenvolvimento que atravessou 2015, verificamos a necessidade no mercado por equipamentos com maior eficiência de ocupação de espaços fabris e incremento significativo de produtividade, mas, sem o consequente aumento de gastos energéticos. Daí nasce nosso lançamento. Podendo atender a perfis de até 7 m com as mais variadas configurações de leiaute e materiais aplicados.

Seguindo o fluxo do PDP de Projetar-Construir-Testar-Otimizar a Linha de Pintura de Perfis na Vertical da Erzinger torna-se uma sólida solução para as empresas que desejam aumentar sua produtividade sem  incrementos de espaço e energia.

Linha de Pintura de Perfis na Vertical desenvolvida pela ERZINGER

Em resumo, o mercado de perfis de Alumínio, não precisa mais esperar!

Entre em contato conosco como quiser. Pelo telefone (47)2101-1393, Facebook, Linkedin, Site institucional ou enviando e-mail para marketing@erzinger.com.br. Escolha o canal que mais lhe seja cômodo e venha experimentar o processo de desenvolvimento que trás diferencial para o seu negócio.

Pintura em MDF

O processo de revestimento em pó para MDF (Medium Density Fiberboard) é essencialmente similar ao revestimento em pó para metais e polímeros. As placas de substrato são levadas em um transportador contínuo que submete as placas aos respectivos processos.  Em oposição ao revestimento em pó tradicional é necessária a utilização de um pré-aquecimento do substrato para que as peças de MDF tenham uma temperatura de superfície uniforme.

Uma vez que o MDF é um isolante eléctrico, as condições de aplicação são mais elevadas do que para materiais metálicos. A condutividade do substrato, em MDF, é controlada por aditivos que potencializam esta propriedade no material, já em sua fabricação, e também pelo controle detalhado da umidade das placas a serem processadas. A espessura da camada de tinta neste tipo de processo pode tornar-se uma questão problemática para a qualidade da pintura, uma vez que diferenças de massas e espessuras de chapa podem resultar em espessuras e texturas diferentes numa mesma peça.

Para o revestimento em pó de substratos de madeira como o MDF são utilizados tipicamente revestimentos em pó de baixa temperatura, tipicamente variando entre 110ºC  à 150ºC. A temperatura de transição vítrea é alcançada em estufas com tecnologia de radiação infravermelha, podendo-se utilizar para este processo, energia  elétrica ou gás. Fator preponderante para uma camada uniforme do revestimento, a homogeneidade da temperatura na superfície e nas bordas da peça, configura-se no ponto chave para a excelência do processo de pintura do MDF. Após a homogeneização da camada de tinta inicia-se o processo de cura do pó. Vários processos podem ser aplicados para a correta polimerização da tinta em pó, o mais comum é a utilização de estufas térmicas com aquecimento por painéis catalíticos a gás, que conferem ao processo extrema facilidade de controle da temperatura em zonas e o baixo custo operacional do aquecimento. Outro processo comum é a utilização de lâmpadas UV. onde temos duas zonas bem distintas, gelificação por IR e cura por UV, porém a tinta utilizada deve estar adequada a este processo.

Desafios do Processo:

-Material do MDF e suas características para utilização neste processo;

-Poucas instalações no mercado tem bons resultados em função da pouca experiência de quem aplica;

-Processo pouco eficiente em peças complexas;

-Manipulação de tintas de baixa cura em nosso clima tropical;

 

Erzinger na Industria 4.0 e vice versa

A indústria 4.0 consiste em uma indústria sob novas configurações, moldada para uma quarta revolução industrial. O termo se refere à integração digital das diferentes etapas da cadeia de valor dos produtos industriais, desde o desenvolvimento até o uso. A indústria 4,0 é atualmente mais do que uma visão e sim uma realidade, tendo potenciais para alcançar melhorias, e o conceito continuado para envolver as pessoas como ideias de meios inovativos a ser implementados.

O conceito de indústria 4.0 ganhou força na Alemanha durante a Hannover Messe, em 2011, onde um projeto que envolve empresas, universidades e o governo foi lançado para modernizar a já desenvolvida indústria local.

Os alemães usam o termo em função das três revoluções industriais já existentes. Essa atual, a quarta, é a fase em que as máquinas, baseadas em sistemas eletrônicos, começam a tomar decisões de quando ligar, desligar ou de quando acelerar ou reduzir a produção no ambiente da manufatura. Enquanto o alemão chama isso de indústria 4.0, os americanos e os chineses chamam de manufatura avançada.

Para a indústria, a Internet das Coisas (IoT – do inglês Internet of Things) tornou-se uma realidade muito presente atualmente. Com a combinação de dispositivos que incorporados em objetos físicos, e a utilização dos dados que são gerados pelo próprio equipamento, os fabricantes veem a IoT como uma nova estratégia para melhorar a eficiência da produção.

A IoT, utiliza do conceito de conectar todo e qualquer dispositivo na Internet, no plano do dia a dia das pessoas, estamos falando, por exemplo, de conectar geladeira, televisão, relógio, enfim, tudo que gere informações e possa interagir de alguma forma no cotidiano, trazendo esta configuração na indústria.

Na Erzinger, alguns departamentos e produtos já estão interligados e automatizados por meio de ferramentas virtuais com o intuito de melhorar a efetividade e a rapidez no tratamento das informações.

Após a conclusão de um projeto, estas informações ficam disponíveis em uma pasta ou nuvem onde o programador da máquina simplesmente importa os desenhos em 3D que foram desenvolvidos na engenharia, importa os desenhos para um software, que por sua vez realiza o desenvolvimento, separação, planificação, e todas as informações são tratadas pelo software (espessura, tipo, peso, aproveitamento) sem que exista a interação humana. Após este processo o software gera um programa em forma de Nesting (divisões) que são disponibilizados ao operador de corte Laser ou Puncionadeira. O programa controla o melhor aproveitamento do material, separa por espessuras, indica as melhores ferramentas, informa o peso individual por peça, planifica, fornece tempos de processo, informa a quantidade de sucata gerada sem a intervenção humana.

Foto1 – Máquinas Interligadas do Parque Fabril Erzinger – Puncionadeira / Laser

O operador por sua vez só vai executar o que foi estipulado pelo software abastecendo a máquina com a matéria prima indicada no relatório e pronto. Num processo que antigamente se levava na casa de horas, atualmente leva se minutos e a dependência operacional e propensa a erros que antes existia, atualmente está próxima de zero.

Na Erzinger sempre buscamos, integrar processos e equipamentos para garantir a Qualidade, melhorar a eficiência, a produtividade interna fabril, mas também aplicar nos equipamentos que fabricamos. Sabemos e acreditamos nos benefícios gerados por estas interações tecnológicas. Infelizmente no Brasil, a velocidade de inovação que desejamos em alguns casos barra nas dificuldades da falta dos incentivos governamentais para aquisição de maquinas e equipamentos de ponta, apesar de que hoje nossa empresa possui máquinas muito avançadas tecnologicamente, algumas delas referência na América Latina.

Foto 2 – Máquinas Parque Fabril Erzinger – Dobradeira Up Down.

Enfim, este é um termo que muito vai se ouvir falar, está acontecendo de forma evolutiva e tem um impacto positivo sobre o desempenho das empresas ajudando, por exemplo, a reduzir o consumo de energia, identificar gargalos e potencializar o aproveitamento dos equipamentos.

À Erzinger faz disso oportunidade para melhorar os níveis de serviço, que vão levar a um aumento da satisfação dos nossos clientes. Uma linha de produtos inteligentes que atendam à demanda de uma nova geração de clientes, são um pré-requisito para nos mantermos líder em um ambiente global e altamente competitivo.

Cabina – Uma área classificada

Se você trabalha na indústria, sabe que existem algumas regiões de fábrica em que os equipamentos devem estar preparados para absorção e eliminação de qualquer risco de explosão existente. Esta condição também é valida para cabinas de pintura a pó eletrostático (CPPE) que em determinadas condições podem tornar-se potencialmente explosivas.

Após estudos específicos sobre a classificação de cabines de pintura segundo a norma NBR IEC 60079 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) as cabinas de pintura a pó da Erzinger estão classificadas segundo a norma com a codificação do Regulamento da Avaliação de Conformidade (RAC) BR Ex-s III D20 T4, onde:

  • BR: indicação do país Brasil
  • Ex-s: equipamento com proteção especial, as CPPE’s não se classificam em nenhum outro tipo de proteção;
  • III: equivale a poeira (combustível);
  • D20:segundo literatura são equipamentos para instalação em superfície, atmosfera explosiva sempre presente (temos sempre pó de tinta em suspensão e na parte interna da cabina), tarureza da atmosfera é pó (D) e a zona é 20 sempre presente;
  • T4: considerou-se a superfície mais aquecida do equipamento, que é o motor do ventilador, mesmo este estando fora da zona classificada

 

A Erzinger tem em suas cabinas CPPE as seguintes áreas classificadas: Interno Zona 21, frontal e parte traseira Zona 22 e caixa de pó e suas imediações Zona 20. Estando apta a fornecer memoriais descritivos, e documentações oficiais para estudo de limites de explosividade e classificação de áreas.

 

Devemos então que ainda que cabines de pintura sejam equipamentos potencialmente explosivos, as cabines da Erzinger tem como diferencial a alta segurança do equipamento, mantendo quaisquer componentes potencialmente geradores de faísca e aquecimento fora das áreas classificadas.

Saiba mais sobre pré-tratamento de superfícies

cadeiraSe esta imagem de alguma forma lhe é familiar, muito provavelmente temos uma idade próxima, entre os 25 e 35 anos, elas eram muito comuns na Década de 90 e eu achava incrível como, iniciávamos o ano com um delicioso cheirinho de madeira nova dentro da sala, rapidamente substituído por carteiras riscadas e enferrujadas. Mas antes do questionamento sobre a real educação presente no fato de uma criança que desenha na carteira escolar, quero aqui, trazer nosso problema para a ótica industrial.

Afinal, por que, carteiras escolares, novas, recentemente pintadas, enferrujam tão rapidamente? A resposta a esta pergunta pode ser bem diversa, porém, é possível determinar rapidamente, que o processo de pintura de um produto sem a devida preparação da superfície para o recebimento da tinta, certamente, resultará numa baixa durabilidade do revestimento aplicado.

Por esse motivo, em processos de pintura de alta qualidade, antes da aplicação da tinta, seja líquida ou em pó, a preparação da superfície da peça tornasse imprescindível para uma alta durabilidade da pintura. Este processo pode variar de acordo com o tipo de peça, bem como, o tipo de óleos e sujidades presentes no produto. Os processos básicos de pré-tratamento utilizados são o desengraxe, seguido de fosfatização, que pode ser, basicamente, por fosfato de Ferro, Zinco, Zinco Tricatiônico ou tecnologia Nanocerâmica. Cada tipo de fosfato é mais ou menos adequado, a cada tipo de peça e material.

As mais diversas configurações de equipamentos de pré-tratamento podem ser utilizados para aplicação dos produtos necessários ao processo. O pré-tratamento da superfície pode ser realizado de forma contínua, através de um túnel de lavagem por SPRAY, ou por bateladas, onde as peças são acomodadas em um cesto que passa pelo processo sendo transportado por uma talha manual, ou um carro de transferência automático.

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Não perca nossos posts, e mantenha-se informado sobre o que realmente importa para uma boa operação e manutenção de seu equipamento de pintura.

Bem-vindo ao BLOG ERZINGER

erzinger empresaO processo de pintura industrial de alto desempenho, como é conhecido, exige uma série de equipamentos e acessórios para que a deposição da tinta ocorra de forma adequada. Em geral, um bom processo de pintura iniciasse com a correta preparação da superfície que receberá a pintura, podendo ser um processo mecânico de lixamento ou jateamento da superfície metálica ou pode também ser realizado por um processo químico de desengraxe e deposição de fosfatos no substrato da peça, a fim de melhorar a aderência da tinta à superfície.

Em outros casos ambos os processos podem ser utilizados em conjunto para melhorar alguma característica mecânica necessária ao produto. Ao fim de processo de pré-tratamento, a peça é transferida à cabine de pintura, onde, tintas líquidas ou em pó são depositadas na peça conforme a necessidade do produto. Após a aplicação da tinta na peça, o produto necessita passar por uma estufa com troca de calor por convecção, a fim de realizar o processo de secagem, e/ou, polimerização da tinta.

E eu tenho a certeza de que neste estágio, se você não é um trabalhador do ramo da pintura, você deve estar, provavelmente, com mais dúvidas agora, do que estava quando iniciou a ler estes parágrafos. Mas não se preocupe, o BLOG ERZINGER chegou para solucionar todas as suas dúvidas com relação a este assunto tão diverso e complexo como pinturas industriais de alto desempenho.

Acompanhe nossos posts, envie-nos suas perguntas, estaremos nos próximos posts transferindo ao nosso Blog todo o aprendizado de mais de 38 anos de experiência no projeto, fabricação, instalação e pós venda de equipamentos para pintura industrial com o mais alto grau de desempenho e eficiência. Venha conosco nesta aventura.